Luiz Ildefonso Simões Lopes

Participação do setor privado é chave para ampliar saneamento básico no Brasil

01 de Outubro de 2018
Luiz Ildefonso Simões Lopes | Brookfield Brasil | Participação do setor privado é chave para ampliar saneamento básico no Brasil
Brasil é um dos últimos em ranking mundial de saneamento

PARTICIPAÇÃO DO SETOR PRIVADO É CHAVE PARA AMPLIAR SANEAMENTO BÁSICO NO BRASIL
País ocupa 112º lugar entre 200 países em ranking mundial de saneamento

Sem recursos privados, o Brasil não conseguirá ampliar a cobertura de serviços de água e esgoto e atingir as metas do Plano Nacional de Saneamento Básico. Para atingir, seriam necessários investimentos de R$ 15 bilhões a R$ 22 bilhões por ano até 2033. O nível de investimentos atual é de 0,18% do PIB, quando seria necessário 0,44%.
Em 2017, foram investidos R$ 11,8 bilhões em saneamento, sendo R$ 2,6 bilhões de empresas privadas. Essas companhias respondem hoje por 20% de todo o investimento. É aí que entra a medida provisória 844, enviada ao Congresso. As novas regras alteram o marco legal do saneamento básico, devem trazer mais segurança jurídica e atrair mais investimentos privados, com maior desenvolvimento e inovação.

BRASIL É UM DOS ÚLTIMOS EM RANKING MUNDIAL DE SANEAMENTO
O Brasil está em 112º no ranking de saneamento básico feito entre 200 países. Dados do Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (SNIS) mostram que 17% da população não têm acesso à rede de água e cerca de metade não é atendida por coleta de esgoto.
“Mais de 80% dos municípios têm menos de 50 mil habitantes e não têm condições de gerar projetos, abrir edital e fazer planos de saneamento”, explica Teresa Vernaglia, presidente da BRK Ambiental, controlada pela Brookfield. A BRK atende 15 milhões de pessoas por meio de 14 contratos de concessão e participa de sete Parcerias Público Privadas. Nos próximos anos, fará investimentos de R$ 7 bilhões nas 180 cidades em que atua. “Muitos municípios fazem contrato com empresas estaduais e o investimento não acontece. Muitas vezes o Estado não tem condições", afirma Teresa Vernaglia. Em sua análise, isso abre espaço para empresas públicas fazerem PPPs com companhias estaduais. Fonte: Folha de São Paulo Tags relacionadas: Brookfield, Brookfield Brasil, Brasil, CEO, Luiz Ildefonso Simões Lopes, Luiz Lopes, Economia, Ativos, Setores, Investimentos, Saneamento Básico